Coleção
Biblioteca Digital MPMG
Item
Avaliação da qualidade da água do Rio Paraopeba em Brumadinho, após rompimento da barragem B1 e considerações técnicas acerca da alteração do ponto de captação nesse manancial para abastecimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte
Metadados
Miniatura
Tipo de publicação
Artigo de Periódico
Vinculação MPMG
Servidor do MPMG
TÍTULO
Avaliação da qualidade da água do Rio Paraopeba em Brumadinho, após rompimento da barragem B1 e considerações técnicas acerca da alteração do ponto de captação nesse manancial para abastecimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte
Local
Curitiba
Editor(a)
Ano
2021
Descrição
p. 1148-1160
Idioma
Português
Resumo
O rompimento da barragem de rejeitos B1 em Brumadinho do complexo da Mina Córrego do Feijão da Mineradora Vale SA, que ocorreu em 25/01/2019, atingiu o ponto de captação de água, para fins de abastecimento público da Região Metropolitana de Belo Horizonte, situado no rio Paraopeba. Dessa forma, este trabalho tem por objetivo principal avaliar a qualidade da água do rio no ponto de captação existente que foi atingido pela lama da barragem B1. O trabalho também apresenta considerações técnicas acerca da viabilidade da alteração do mencionado ponto de captação de água. Para fins de avaliação da qualidade da água do manancial em questão, foram considerados os resultados de monitoramento publicados pelo Instituto Mineiro de Gestão das Águas no Informativo nº 54 de outubro de 2019. A análise estatística dos resultados indicou que não houve diferença significativa (p<0,05) para a qualidade da água dos pontos BP036 e BPE2 situados, respectivamente, a montante e a jusante do local atingido pela lama, a partir de agosto de 2019, para os parâmetros monitorados, com exceção de Manganês Total. Cabe salientar que as concentrações do parâmetro Manganês Total, relatadas pelo IGAM no ponto BPE2, são inferiores a 0,5 mg/L desde maio de 2019. Essa concentração de 0,5 mg/L é o padrão das águas de Classe 3, que também podem ser destinadas “ao abastecimento para consumo humano, após tratamento convencional ou avançado”, conforme estabelecido no art. 4º, IV, “a” da DN conjunta COPAM/CERH nº 01/2008, ou seja, nas concentrações encontradas, o manganês pode ser removido por métodos usuais de tratamento de água. Conclui-se, portanto, que não há justificativa técnica para a alteração do ponto de captação de água para abastecimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte, vez que o investimento financeiro para essa alteração não resultará em ganhos significativos na qualidade da água bruta. Dessa forma, não se justifica a modificação da estrutura de captação já existente. Em virtude do aporte histórico de micropoluentes no rio Paraopeba pelo lançamento de esgoto sanitário, efluentes industriais e outros – mesmo a montante do trecho atingido pela lama da barragem B1 – o investimento de recursos financeiros em aprimoramento do tratamento da água para potabilização, com adoção de tecnologias complementares adequadas, tais como, por exemplo, osmose reversa, nanofiltração, processos avançados de oxidação, adsorção em carvão ativado, após sistema convencional, traria maiores benefícios à população atendida pelo sistema Rio Manso, quando comparado à alteração do ponto de captação.
Notas
Inclui bibliografia. | Título em Inglês: Paraopeba River water quality assessment in Brumadinho after B1 dam rupture and technical considerations concerning the change of water catchment location to supply Metropolitan Region of Belo Horizonte. | O artigo também foi publicado no XI Congresso Brasileiro de Gestão Ambiental, realizado em Vitória/ES de 23 a 26 de novembro de 2020. | A autora Alexandra Fátima Saraiva Soares é Servidora do Ministério Público do Estado de Minas Gerais desde 2003.
Link de localização do artigo, capítulo ou publicação
BJAER: Brazilian Journal of Animal and Environmental Research, v. 15, 2021 https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJAER/issue/view/114 (Acesso em 04.05.2026)
Referência
SOARES, Alexandra Fátima Saraiva; SOARES, Felismina Saraiva. Avaliação da qualidade da água do Rio Paraopeba em Brumadinho, após rompimento da barragem B1 e considerações técnicas acerca da alteração do ponto de captação nesse manancial para abastecimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte. BJAER: Brazilian Journal of Animal and Environmental Research, Curitiba, v. 15, p. 1148-1160, 2021.
Publicação relacionada (Link externo)
Congresso Brasileiro de Gestão Ambiental (11.: 2020 nov. 23-26: Vitória, ES). Anais. Disponível em: https://www.ibeas.org.br/congresso/congresso11.htm (Acesso em: 27 ago. 2026).

