A compreensão dos bens culturais e sua proteção, por meio dos direitos culturais, está afeta ao redimensionamento epistemológico. A epistemologia dominante é excludente, traça parâmetros de desprendimento fundados em um modelo racionalista denominado por Charles Taylor de dominante ou hegemônico. A partir da crítica ao modelo dominante empreendida por Taylor, é possível compreender o ser humano como ser autointerpretativo, articulado em seu contexto de interação racional enlaçado ao expressivismo. Apoiado na linha metodológica crítico-propositiva e em viés expositivo, os bens culturais assim como os direitos culturais são redesenhados para um caráter ativo de projeção e efeitos. Os direitos culturais passam a ser articulados para concentrar a perspectiva do ser humano de se autorreconhecer e autoidentificar em contato com a diversidade, em contato consigo mesmo, proporcionando a efetivação de sua natureza autointerpretativa.
Inclui bibliografia. | Título em Inglês: Cultural rights and epistemology. | O autor Marcelo Kokke Gomes foi Servidor do Ministério Público do Estado de Minas Gerais de 1999 a 2001.
GOMES, Marcelo Kokke. Direitos culturais e epistemologia. In: BRASIL, Deilton Ribeiro; RIBEIRO, Luiz Gustavo Gonçalves; FREITAS, Sérgio Henriques Zandona (orgs). Temas e problemas de direitos humanos, proteção ambiental e sustentabilidade na sociedade globalizada. Maringá: IDDM, 2018. p. 99-136.