É concepção corrente em diversos setores do mundo acadêmico, que a Ciência do Direito deve se valer exclusivamente de metodologias qualitativas em seus estudos. O presente trabalho pretende demonstrar o oposto, ou seja, que as metodologias quantitativas podem ser utilizadas pelo Direito para inovar o conhecimento e compreender fenômenos jurídicos de maior complexidade. Dados coletados por meio de questionários, entrevistas e surveys podem ser, inclusive, objetos de relações de probabilidade estatística. O Direito como Ciência Social Aplicada pode se valer dessas probabilidades para estudar o cotidiano jurídico. Todavia, os dados quantitativos não falam por si, necessitam sempre de análises qualitativas para sua compreensão e interpretação, conforme a hipótese do trabalho. Portanto, sempre que possível deve-se optar pelo uso de múltiplos enfoques para a produção de um conhecimento jurídico cientificamente aceitável.
Inclui bibliografia e notas. | A autora Mariana Alves Lara foi Estagiária do Ministério Público do Estado de Minas Gerais de 2007 a 2009. | A autora Mila Batista Leite Correa da Costa foi Estagiária do Ministério Público do Estado de Minas Gerais de 2006 a 2007.
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GUSTIN, Miracy Barbosa de Sousa; LARA, Mariana Alves; COSTA, Mila Batista Leite Corrêa da. Pesquisa quantitativa na produção de conhecimento jurídico. Revista da Faculdade de Direito (UFMG), Belo Horizonte, n. 60, p. 291-316, jan./jun. 2012.