Resumo
Discute-se a capacidade da atual legislação ambiental-florestal brasileira conservar a conectividade da vegetação e a diversidade fitoecológica, vistas como condições naturais para o bom funcionamento e para a sustentabilidade dos sistemas ambientais, tomando-se como contexto espacial de análise/representação uma região de recarga das bacias do ribeirão Entre Ribeiros, bacia do rio Paracatu, e do rio São Marcos, bacia do rio Paranaíba (porção centro-oeste do Brasil). Levantam-se pontos de desencontro entre o conhecimento atinente à conservação de sistemas naturais, nomeadamente do bioma Cerrado, e diferentes manifestações do Direito Ambiental brasileiro. Apresentam-se proposições atinentes à relação positiva entre linhas de pesquisa/reflexão transdisciplinares e a efetiva conservação de ecossistemas.