O artigo desenvolve abordagem da responsabilidade civil por danos ambientais a partir da análise dos lucros ilícitos. Analisam-se aspectos de diferenciação entre a teoria do enriquecimento ilícito e a configuração de lucros ilícitos como instituto jurídico autônomo. Aspectos econômicos e jurídicos precisam ser integrados na abordagem da responsabilidade civil ambiental, considerando suas funções na sociedade contemporânea. Sustenta-se aqui a necessidade da análise integrada dos elementos que compõem a atividade ou empreendimento responsável pelo dano ambiental. A partir do método crítico-propositivo, sustenta-se que o ordenamento jurídico brasileiro permite ações civis públicas que demandem a restituição de lucros ilícitos decorrentes de danos ambientais. Entretanto, aspectos próprios do Direito Ambiental interferem no instituto da restituição dos lucros ilícitos. O artigo conclui que a definição de reparação integral do dano ambiental no sistema brasileiro engloba também os pleitos de restituição dos lucros ilícitos obtidos pelo responsável pelo dano ambiental.
Inclui bibliografia. | Título em Inglês: Disgorgement of profits and environmental damage. | O autor Marcelo Kokke Gomes foi Servidor do Ministério Público do Estado de Minas Gerais de 1999 a 2001.
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GOMES, Marcelo Kokke. Restituição de lucros ilícitos e dano ambiental. Revista do Tribunal Regional Federal da Sexta Região, Belo Horizonte, v. 2, n. 1, p. 271-290, 2024.