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Item
O juiz e a gestão da prova no direito processual penal brasileiro: análise a partir dos arts. 155 e 156, modificados com a lei nº 11.690/2008
Metadados
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Tipo de publicação
Artigo de Periódico do MPMG
TÍTULO
O juiz e a gestão da prova no direito processual penal brasileiro: análise a partir dos arts. 155 e 156, modificados com a lei nº 11.690/2008
Local
Belo Horizonte
Editor(a)
Ano
2015
Descrição
p. 198-226
Direito penal
Idioma
Português
Resumo
Este trabalho tem como escopo analisar a lei modificadora do tratamento das provas no Processo Penal Brasileiro (Lei nº 11.690/2008), especificamente nos arts. 155 e 156. A partir da teoria de Ellio Fazzalari do processo como procedimento em contraditório, estudou-se criticamente a discricionariedade do juiz na gestão da prova em detrimento da simetria entre as partes e do contraditório, e, à luz da teoria do discurso de Habermas, verificou-se a ilegitimidade do protagonismo judicial no processo que deveria ser espaço discursivo para a participação igualitária dos afetados pela decisão. A atribuição de poderes instrutórios àquele que também julgará – ainda mais ex officio e unilateralmente – fere a imparcialidade, a isonomia, o contraditório e a ampla defesa, importantes elementos do princípio do devido processo legal e do paradigma do Estado Democrático de Direito. Com isso, as reformas parciais realizadas no processo penal, no que tange à prova, não combatem a estrutura inquisitória de um Código elaborado há mais de 70 anos e numa época em que era inexistente a democracia.
Notas
Inclui bibliografia. | Título em Inglês: Judges and proof management in the brazilian criminal procedural law: analysis of articles 155 and 156, modified with law nº 11.690/2008.
Localização do artigo ou capítulo
Referência
MAIA, Rafael da Silva. O juiz e a gestão da prova no direito processual penal brasileiro: análise a partir dos arts. 155 e 156, modificados com a lei nº 11.690/2008. De jure: revista jurídica do Ministério Público do Estado de Minas Gerais, Belo Horizonte, v. 14, n. 24, p.198-226, jan./jun., 2015.
