Coleção
Biblioteca Digital MPMG
Item
A (im)possibilidade de relativização da ampla defesa do acusado no procedimento de inquirição de vítimas e testemunhas ameaçadas
Metadados
Miniatura
Tipo de publicação
TCC (Curso CEAF)
Vinculação MPMG
Servidor do MPMG
TÍTULO
A (im)possibilidade de relativização da ampla defesa do acusado no procedimento de inquirição de vítimas e testemunhas ameaçadas
Local
Belo Horizonte
Ano
2018
Descrição
96 f.
Idioma
Português
Resumo
O trabalho objetiva verificar a possibilidade ou não da relativização do direito fundamental à ampla defesa do acusado em face dos direitos fundamentais à vida e a dignidade humana de vítimas e testemunhas ameaçadas, especificamente no procedimento de inquirição destas. Nessa perspectiva, explora-se a realidade criminal do Brasil, o desenvolvimento das organizações criminosas, os exorbitantes números da impunidade, a ausência de investimentos na polícia judiciária e a imprescindibilidade da prova testemunhal na investigação e no processo penal. Considerando a expansão da criminalidade e a imprescindibilidade da prova oral, discorre-se sobre os atuais procedimentos legais de inquirição e de proteção de vítimas e testemunhas ameaçadas. As medidas de proteção esculpidas na Lei 9.807/1999, não obstante alcancem o objetivo de preservar a vida da pessoa inserida no programa, impõe-lhe inúmeras restrições aos seus direitos fundamentais. Constata-se que há no Projeto de Lei do novo Código de Processo Penal a previsão de inovação de medidas protetivas aplicáveis tão somente às vítimas. A partir dessa constatação, sugere-se uma série de medidas protetivas aplicadas tanto às vítimas quanto às testemunhas ameaçadas, baseadas, sobretudo, no anonimato das qualificações e dos endereços das pessoas protegidas. No contexto argumentativo do Estado Democrático de Direito, verifica-se que as medidas preliminares de proteção sugeridas e diversas daquelas dispostas na Lei 9.807/1999, criam um cenário de colisão entre os direitos fundamentais do acusado e os direitos fundamentais das vítimas e testemunhas ameaçadas. Propõe-se verificar a solução para a constatada colisão entre os direitos fundamentais do acusado e das vítimas e testemunhas ameaçadas a partir das teorias dos direitos fundamentais de Robert Alexy e do Neoconstitucionalismo. Criado o espaço argumentativo para discussão da colisão de direitos fundamentais, exsurge uma resposta baseada na reafirmação do valor da vida humana, cerne de qualquer ordenamento jurídico estruturado em um Estado Democrático de Direito. A pesquisa apresenta a metodologia descritiva, bibliográfica, qualitativa, objetiva exploratória, aplicada e hipotético-dedutiva.
ASSUNTO
Alexy, Robert, crítica e interpretação | Brasil. Lei de proteção à testemunha (1999) | Crime organizado | Criminalidade | Direito de defesa | Direitos e garantias individuais | Estado democrático de direito | Investigação criminal | Neoconstitucionalismo | Proteção à testemunha (processo penal) | Prova testemunhal (processo penal)
Notas
Orientador: Luiz Gustavo Gonçalves Ribeiro | Trabalho de conclusão de curso (Especialização) – Pós-graduação lato sensu em Ministério Público e o Novo Constitucionalismo – Escola Institucional do Ministério Público do Estado de Minas Gerais. | Inclui bibliografia. | O autor Marcelo Pereira da Silva é Servidor do Ministério Público do Estado de Minas Gerais desde 2013.
Referência
SILVA, Marcelo Pereira da. A (im)possibilidade de relativização da ampla defesa do acusado no procedimento de inquirição de vítimas e testemunhas ameaçadas. 2018. 96 f. Trabalho de conclusão de curso (Pós-graduação lato sensu Ministério Público e o Novo Constitucionalismo) – Escola Institucional do Ministério Público do Estado de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2018.

