Coleção
Biblioteca Digital MPMG
Item
La ilusión del acuerdo absoluto: la riqueza humana como criterio de valor
Metadados
Miniatura
Tipo de publicação
Artigo de Periódico do MPMG
TÍTULO
La ilusión del acuerdo absoluto: la riqueza humana como criterio de valor
Local
Belo Horizonte
Editor(a)
Ano
2008
Descrição
p. 14-40
Doutrina internacional
Idioma
Espanhol
Resumo
O texto parte de reflexões do autor fundadas em selecionados estudos literários, de ciências políticas, e sociológicos, em que a natureza humana é apresentada sob suas próprias contradições e reflexos no espaço social. As pulsões humanas, berço biológico de nossa essência, de natureza contraditória, refletem no ambiente coletivo para causar o que Freud chamou de mau-estar da civilização e justificar tanto os horrores como as virtudes que compõem a sociedade humana. Essa essência individual passa por um processo de desenvolvimento e transformação, irradiando o coletivo existente e se dá através do processo de criação da cultura – cuja base está na religião, na mitologia e na filosofia. Os ideais universais – igualdade e dignidade são exemplos– são objetos de lutas, justificando em seu nome massacres e mártires. Os direitos humanos compõem esses valores. Todavia, são utilizados de maneira distorcida pelo poder político/econômico exatamente para dar-lhe sustentação cultural. Com uma visão própria dos direitos, apropriam-se os detentores do poder de bens e valores aos quais atribuem a força da verdade para impor tais valores como os únicos e possíveis para as sociedades. Compõem uma gama de atributos que formam a ideologia que se faz global, manifestada pela força do liberalismo ocidental que não permite qualquer outra compreensão senão aquelas que compõem seu viés valorativo, relegando à marginalidade todas as formas de cultura e pensamento que não falam segundo seu idioma econômico, político e cultural. Os direitos dos homens quedam-se maniatados pelo capital, assim como a razão científica vive para fazer-lhe préstimos. Fazem parte da concretude, daquilo que se pode materializar em razão da ideologia predominante, enquanto outras formas de pensar, por não fazerem coro com a ideologia dominante, ficam apenas no campo da subjetividade, o mesmo da arte, da poesia, da filosofia. Perguntas são feitas acerca das possibilidades da superação da unicidade da compreensão dos direitos e valores humanos. O que mais se aproxima da compreensão dos fenômenos humanos é a obra de arte. Por isso a grande obra de arte pode fornecer os processos de superação do universalismo de qualquer razão. Quatro grandes obras foram eleitas pelo Prof. Herrera Flores (Russeau, La Nouvelle Heloise, Dostoiesvski, Los Hermanos Karamazov, Musil, El Hombre sin atributos e Berg, Wozzeck) em meio a outras grandes, para dar sustentação, respectivamente, à impossibilidade de um acordo universal em torno de uma determinada verdade; ao interlúdio, ou a busca de um ‘paraíso perdido’, a demonstração das ilusões e mentiras que cercam e determinam a vida de todos; ao acordo possível, no qual demonstra a força realizadora que é possível de ser extraída do caldo cultural humano (a riqueza humana), ou o encontro de reflexões, em meio ao caos, que possam levar à vida, à ação e à luta pela dignidade. Três tarefas são igualmente eleitas, pelas quais se nota o esforço na direção das transformações libertadoras: I) a - Ocupar espaços no alegal (espaço fora do legal ou do ilegal), tradicionalmente esquecidos pelo liberalismo político; b - gestar transformações culturais críticas; c - potencializar o protagonismo popular da cidadania. II) a – retomar os espaços ontológicos de potencial modificativo, ou seja, retomar a memória das razões primárias de rebeldia ou dizer à sociedade que só ela tem o poder transformador; b – fazer visualizar o potencial sociológico, ou dizer da multiplicidade de opções de formas de vida a contrapor a hegemonia cultural liberal; c – emergir o potencial ético que permite a invenção de hipóteses e novas formas de relação social, a fim de se evitar que somente as elites decidam sobre o presente e o futuro das pessoas. III) Recuperar a consciência dos limites humanos como primeiro passo para poder pensar a possibilidade e a necessidade de mudança. Ou seja, conhecer os limites é a única forma de superá-los. A idéia principal poderia estar concentrada na seguinte afirmação: “A democracia deve consistir em um processo de construção de um ‘espaço público para apoderar-se2’, d’onde possam ocorrer uma variedade de tipos de experiências e d’onde prime a mutabilidade e as possibilidades de mudança e transformação”. Crítica: A análise do universo cultural humano é perfeita. A crítica ao universalismo cultural reducionista é corajosa e necessária. Há propostas em direção à conquista de espaços de dignidade. O processo (práxis), por sua própria dificuldade, pode ser resumido na tomada pessoal e institucional de uma postura amplamente crítica. Para reflexão: A conscientização dos marginais rebeldes do Rio e São Paulo (Brasil) para que a rebeldia, depois de filtrada, produza efetivamente novos espaços sociais. O direito tem por função interpor barreiras a determinadas pulsões humanas que impedem a dignidade. O que se chama por ‘imputação’ de necessidades básicas humanas, palavra colocada ao lado da ‘satisfação’ de necessidades? Tento responder: As necessidades humanas transformam-se dependendo da cultura que as elege
ASSUNTO
Axiologia | Civilização moderna | Democracia | Humanismo | Valor (economia)
Notas
Resumo em português, texto em espanhol.
Localização do artigo ou capítulo
De Jure: Revista Jurídica do Ministério Público do Estado de Minas Gerais n. 10, jan./jun. 2008
Referência
HERRERA FLORES, Joaquín. La ilusión del acuerdo absoluto: la riqueza humana como criterio de valor. De Jure: Revista jurídica do Ministério Público do Estado de Minas Gerais, Belo Horizonte, n. 10, p. 14-40, jan./jun. 2008.

