Resumo
O presente artigo aborda o ponto de vista das políticas públicas em saúde mental para usuários de drogas, mais especificamente, do crack. A partir da experiência no “Estágio X” do curso de Psicologia da PUC Minas, diante das entrevistas com os internos no Hospital Raul Soares, bem como das discussões em supervisão, surgiu a ideia de entender o panorama da rede de atendimento voltada para o usuário de drogas. O que fazer para diminuir o uso do crack e outras drogas mais graves? É possível realizar um trabalho preventivo? A partir da transferência, pautada no reconhecimento do outro enquanto sujeito, consegue-se potencializar a demanda de tratamento? Quais mecanismos da rede de saúde mental estão envolvidos nesse processo? As colocações expostas no texto objetivam suscitar reflexões e críticas, além de compartilhar com os leitores os entraves e possibilidades de caminhos para intervenções que foquem a realidade psíquica e a realidade do contexto social.