Os conceitos de autonomia e autossuficiência formam o juízo analítico de liberdade desde o fim da Idade Média, numa perspectiva solipsista, no sentido de razão como mônada. A Filosofia da Linguagem, por sua vez, por meio do Existencialismo, permite a compreensão que o conceito de liberdade é condicionado pelos sentidos de vida autêntica e interpretação autêntica, num viés focado no dasein que é projeto, linguagem, tempo e decisão em prol da verdade como vitória existencial. Para a Filosofia da Linguagem, liberdade e autossuficiência são sentidos que não se implicam. Ao contrário, liberdade resulta em hermenêutica como projeto de vida assentada na escolha de enfrentamento que o dasein deve desempenhar em face da certeza da morte vidando à autenticidade.
ANDRADE JÚNIOR, Gualter de Souza. A liberdade no pensamento de Heidegger e Gadamer. Revista Eletrônica do Curso de Direito – PUC Minas Serro, Serro, v. 1, n. 1, p. 1-23, 2010.
Documentos
2010_Rev. Elet. do curso de direito Puc Minas Serro_Andrade Junior