Resumo
O tema da duração do contrato administrativo, especialmente no que concerne aos contratos administrativos de execução continuada, ainda não é tratado de forma uníssona pela doutrina administrativista já que os dispositivos legais pertinentes não são suficientemente claros para uma exegese peremptória e pacífica. Contudo, através da análise das finalidades da norma pertinente, do sistema normativo pátrio e considerando a tábua axiológica consagrada na Constituição da República Federativa do Brasil, tentaremos, nesta apertada exposição, apresentar a alternativa exegética que nos parece apropriada para a questão, sabendo de antemão que não será possível tratar a matéria com a exaustão que merece. Em outras palavras, a melhor interpretação para a norma jurídica deverá ser aquela capaz de consagrar os mais valiosos princípios e valores que regem a sociedade brasileira, guiados sempre pela luz da razoabilidade.