O artigo busca aplicar a teoria dos jogos aos cartéis. O objetivo precípuo é demonstrar o custo/benefício da formação e de seu desfazimento com a celebração de acordo de leniência. Adota-se, como marco teórico, o equilíbrio de Nash bayesiano, de modo a se demonstrar que os custos para uma empresa se manter em determinado cartel são mais altos do que firmar um acordo de leniência. A hipótese sustentada é de que a melhor estratégia de uma empresa participante de cartel em licitações é sua saída e a celebração do acordo de leniência perante o CADE, e não junto à CGU.